Blog da ABDeC / RN

Gallindo: memórias da pré-conferência audiovisual

Segue um resumo da Pré Conferência de Cultura – Setorial Audiovisual, realizada em Brasília,  de 22 a 25 fevereiro de 2010,  feito pelo Afonso Gallindo diretor da ABD Nacional. Carlos Tourinho

Gallindo: "é importante a participação das ABDs."

Em 01/03/2010 20:52,

Afonso Gallindo <afonsogallindo[@]gmail[.]com> escreveu:

Inicialmente informo que participei não como candidato a delegado, mas como convidado por fazer parte do Conselho Consultivo da SAV, onde represento o segmento do curta-metragem pela ABD Nacional. A ausência de alguns Estados foi sentida, principalmente no que diz respeito à participação das ABDs.  Sentida não somente pela articulação, mas por termos a oportunidade de reencontrar nossos companheiras e companheiros de militância. Vamos a memória. Logo ao chegarmos (dia 23/02) começamos a procurar e identificar os ABDistas presentes. Conforme identificamos em nossa última ligação para as ABDs, temos novas diretorias e encontra-las e socializa-las entre as demais foi uma tarefa importante e válida. Mesmo com a solicitação feita por esta diretoria anteriormente, as publicações das propostas das ABDs que não conseguiram eleger delegados se deram muito em cima. Mesmo assim, procuramos incluí-las e achamos que tivemos um resultado bastante satisfatório. O cadastramento iniciou no dia 23/02 a noite mesmo, se deu da seguinte maneira:  cada um se credenciava e escolhia um dos cinco eixos para participar. O CNC recolheu propostas de diversas entidades e também formulou propostas, sistematizando um “propostão” para ser apresentado (como foi) a todos os participantes da pré-conferência.

Foi convocada então uma reunião na mesma noite e que estiveram presentes:

Nossa presidente Solange Lima e ABDs presentes, João Batista Pimentel (Secretário Geral do CNC) e representantes alguns Cineclubes do país, Geraldo Morais (Presidente da Coalizão pela Diversidade Cultural), Tetê Moraes (Fórum dos Festivais) e Rosenberg Cariri (Presidente do CBC).  Nesta, ficou fechado que este documento seria referendado por todos, pois o material organizado e sistematizado pelo CNC, continha pleitos coletados em diversas entidades e daria o caráter universal e amplo indicado para o momento. Na ocasião, foi colocada também a sugestão de na manhã seguinte de primeiramente sistematizarmos as propostas enviadas por todo o país e ai gerarmos uma única, contemplando todas as enviadas. No dia seguinte, a plenária geral iniciou com a leitura e aprovação do Regimento Interno. Alguns pontos discutidos e finalizados.

Entre as questões levantadas o fato de o Nordeste possuir muitos estados e somente dois representantes – conforme reza no mesmo – foi ponto, mas impossível modificar, ficando para uma discussão e definição pela região de seus respectivos delegados em reunião posterior. À tarde, iniciaram as tarefas. Participei do grupo em torno do Eixo I – Produção Simbólica e Diversidade Cultural. Feitas as devidas apresentações pela mesa, iniciaram as inscrições para o debate. Alguns ponderaram e assim, devido ao pouco tempo para muitas propostas (foram 52 no total no eixo que participei), foi colocado por uma das participantes à proposta de sistematização seguinte:  identificar temas comuns, separar as propostas em cada um deles e dividir em grupos. No intervalo do coffee break, isso foi feito e contribuímos no processo de identificação e separação. Foram definidos dois temas referenciais: FORMAÇÃO e COTAS/REGULAMENTAÇÃO. Optei pelo primeiro grupo, pois é uma das demandas mais colocadas pelas ABDs. A discussão decorreu de maneira tranqüila e fluiu bem. Todas as propostas apresentadas e posteriormente identificadas como “formação” foi agraciada em única proposta, sendo que demos destaque a LDB na intenção de direcionar para a necessidade de muito mais que simplesmente a presença do audiovisual na escola, mas também a formação e informação deste pedagogo. Em nossa opinião este é um ponto necessário de maior aprofundamento em nosso segmento. Como e quem seriam os agentes de educação para esta tarefa? Na manhã do dia seguinte foi o momento de juntarmos os dois grupos e discutirmos o resultado. O outro grupo não conseguiu condensar todas as propostas numa só e ficaram pontos adicionais e que seriam levados a plenária como sugestão, isso devido a diversidade e quantidade de propostas enviadas. O que rezava o regimento era de que cada grupo indicaria duas propostas (que resultariam em 10 no total) e somente cinco ficariam para o texto final e as outras serviriam de base para reflexão na Conferência propriamente dita. Dentre as propostas novas citadas acima no segundo grupo, constavam duas da ANCINE: uma sobre construção de salas e criação de estrutura para animação. Estamos dando destaque para estas duas, pois uma delas passarem em outro eixo (construção de salas) e pontuamos da necessidade de acrescentar a questão cotas de filmes brasileiros (de “pagarmos’ para replicar o absurdo regime de cotas nestas construídas com dinheiro público”) e ingressos compatíveis com a região de aplicação, fugindo dos valores praticados nas salas em shoppings, distantes da realidade da grande maioria da população. A segunda, pelo fato da proposta ser especificamente para animação. Nada contra a animação, mas se falamos de estrutura para produção, devemos falar amplamente de gêneros. Eliminada esta etapa, fomos para a plenária geral aprovar o resultado do nosso e dos outros grupos. No caminho, conversamos com pessoas de outros grupos, percebemos que todos funcionaram da mesma maneira e o grupo mais “tenso” havia sido do eixo IV – Cultura e Economia Criativa, nele nossa presidente Solange estava presente e poderá fornecer relato mais preciso caso haja solicitado. Passada a plenária, muito corre-corre, debate, negociações e finalmente tivemos votados e aprovados os pontos. Após negociações de nosso grupo, conseguimos fazer passar na integra as propostas, acrescentando trechos de outras e assim finalizamos esta etapa. Momento tenso, mas importante e pleno de exercício da democracia, afinal, não somente os nossos interesses estavam em jogo. Após almoço e reunião entre as regiões, foi feita a apresentação dos delegados pelas regiões. Houve ampla articulação com as ABDs presentes para que tivéssemos uma de cada região e tivemos êxito na ação. Vamos providenciar a lista e publica-la aqui depois. Esta etapa foi um sucesso para nós. Mesmo sem algumas ABDs, mais ainda assim em maioria, haviam simpatizantes e companheiros de jornada e o resultados foram excelentes. Na ocasião também foi feita a eleição da lista tríplice para o Conselho Nacional de Política Cultural e os eleitos foram na seguinte ordem: Guigo Pádua, Luis Cassol e Rosangela Brito. Nossa participação na lista tríplice foi ótima também pelo fato de Guigo ser ABDista. Na reunião das regiões, na hora do almoço, fui convidado a participar da reunião do Norte e na mesma, além da definição dos delegados, foi colocada a proposta de encontro audiovisual da Amazônia Legal e posteriormente feita a reunião de todos os Estados envolvidos, logo ao final da votação e ainda na plenária. Na reunião ficou definido sinalizado o evento em março, desenhando proposta inicial de eixos para a discussão e estratégias de ação, inclusive políticas. Em breve, divulgaremos informações mais consistentes na lista. Outro ponto importante e a respeito da Lei do Curta. Nossa presidente se reuniu com O Secretário do Audiovisual Sr. Da Rin. Foi um esforço gigantesco de companheira Aletéia, para apresentamos minuta do que já temos a respeito do projeto “O Curta Em Todas As Telas”. Esta minuta está baseada na coletânea de dados existentes e diversas propostas, com organização e devidos acréscimos de texto da Aletéia, contribuições desta diretoria e de nossa Presidente (publicados na lista). Mas, precisamos avançar mais e para isso precisamos de mais contribuições, críticas para assim podermos construir um documento realmente plural. Mas temos data para envio das contribuições, visando finalizarmos o documento e que deve ser até o dia 10 de março, para termos tempo hábil de organizar e diagramar. Pelo momento (e pelo que minha memória permite) eis o relato de Brasília.

Agradecemos e damos os parabéns a todos pela participação possível (física ou virtual) e ficamos aqui com a certeza da validade de nossa contribuição como entidade de âmbito nacional neste momento histórico para o segmento audiovisual brasileiro, provando ser nossa bandeira, nossa militância em prol do fazer e da viabilidade do curta-metragem e do documentário, a mais alta, representativa e democrática. Destacamos que cabe a TODOS nós termos a consciência da contribuição para que nossa bandeira seja cada dia mais elevada. Abraços.

Afonso Gallindo

Diretor de Regionalização da ABD Nacional

Belém, 01 de março de 2010

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Sobre SRSC

Journalist. Filmmaker. Audiovisual Researcher. MediaDesigner. English Teacher.

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Publicado às 06/03/2010 por em ABD Nacional, II CNC Audiovisual e marcado , .
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